Energia Eólica pode ser a solução americana?

abril 12, 2008 · Categoria Ciências, Ecologia · Comment 

ENERGIA EÓLICA
O ELO PERDIDO NO PROGRAMA ENERGÉTICO DE BUSH

Lester R. Brown

O programa energético de Bush, tão ansiosamente aguardado, publicado no dia 17 de maio de 2001, provocou grande desapontamento por ter ignorado em grande parte sua contribuição potencial para o aumento da eficiência energética. Também ignorou o gigantesco potencial da energia eólica, que provavelmente representará um acréscimo maior à capacidade de geração dos Estados Unidos do que o carvão.

energia_eolica.jpgEm suma, ao elaborar um programa energético mais adequado para o início do século XX do que do século XXI, os autores do programa parecem não acompanhar o que está acontecendo na economia energética mundial. Enfatizam o papel do carvão, embora o consumo mundial tenha atingido o pico em 1996 e declinado desde então cerca de 11 porcento, à medida que os países dão as costas a este combustível destruidor do meio-ambiente. Até a China, que se iguala aos Estados Unidos na queima do carvão, reduziu seu consumo em 24 porcento desde 1996.

Enquanto isso, o consumo mundial de energia eólica quase quadruplicou nos últimos cinco anos, uma taxa de crescimento comparável apenas à da indústria da informática. Nos Estados Unidos, a Associação Americana de Energia Eólica prevê um crescimento surpreendente de 60 porcento na capacidade de geração de energia eólica neste ano.

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Internet provoca mais aquecimento global que tráfego aéreo

março 30, 2008 · Categoria Ciências, Ecologia, Internet · Comment 

Aquecimento GlobalOs centros de computação consomem quantidades imensas de energia e o uso deles está crescendo astronomicamente. Soluções criativas estão sendo procuradas - e encontradas.

Por Manfred Dworschak

Quando o professor Heinz-Gerd Hegering encomenda um novo supercomputador, ele primeiro alerta a companhia elétrica. As linhas de força nos arredores do centro, no interior da Baviera, precisam ser capazes de suportar a carga adicional. “É o suficiente para os engenheiros começarem a suar”, disse Hegering.

O novo computador gigante de Hegering, que ele planeja instalar em 2011, não será exatamente eficiente em energia. Na verdade, ele usa tanta energia da rede quanto a necessária para que um trem de alta velocidade de 400 toneladas, plenamente carregado, acelere de zero a 300 km/h.

Hegering dirige o Centro Leibniz de Computação, construído para as universidades de Munique, na cidade vizinha de Garching. O centro já conta com um dos supercomputadores mais poderosos do mundo. O computador fica abrigado em um cubo cintilante da altura de um prédio de 10 andares. Os pesquisadores no centro realizam simulações do nascimento de galáxias ou da expansão de ondas sísmicas. Tamanha computação gera muito calor.

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Energia poderá ser gerada por fibras

outubro 15, 2007 · Categoria Ciências, Ecologia · Comment 

Uniforme do exército poderá gerar e armazenar energia

Máquina cria fibras que poderão, no futuro, gerar e armazenar energia em roupas.
Novidade daria mais dinamismo ao exército, evitando a necessidade de baterias portáteis.

Uma nova máquina que cria fibras estruturadas em escala microscópica pode ser a chave para a criação de uniformes militares que realizem funções como gerar e armazenar energia. As fibras podem ser feitas de até três materiais diferentes e são arrumadas em padrões microscópicos regulares.

O equipamento, criado pela empresa Hills, da Flórida, nos EUA, é um dos dois únicos existentes no mundo capazes de produzir tais fibras, afirma Stephen Fossey, pesquisador do Centro Natick de Pesquisa de Desenvolvimento e Engenharia do Exército dos EUA.

A máquina deve chegar ao Centro no próximo ano, onde será a peça-chave de um programa destinado a criar uniformes com múltiplas funções. O equipamento poderia ser uma boa alternativa para as atuais baterias, das quais os soldados são cada vez mais dependentes para a utilização de aparelhos eletrônicos como binóculos de visão noturna, rádios e computadores em rede.

Entre os muitos potenciais de uso do equipamento está montar fibras que atuem como baterias recarregáveis. Angela Belcher, professora de engenharia biológica no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), diz que algumas das estruturas de amostra que o equipamento criou poderiam ser úteis para combinar eletrodos positivos e negativos de baterias e eletrólitos em pavios individuais. Esses poderiam ser inseridos no tecido dos uniformes e unidos com aqueles que atuam como células de combustível.

Atualmente, um típico pelotão do exército requer cerca de 900 baterias de até sete tipos diferentes para uma missão de cinco dias, afirma Charlene Mell, que faz parte da equipe cientifica do centro do exército envolvido na pesquisa. Além de serem incômodas de carregar e utilizar, as baterias não duram muito tempo, o que pode levar os soldados a ter que trocá-las no meio da batalha.
Por isso, são necessárias formas de armazenar energia em um espaço menor, para aliviá-los dessa logística de carregar e substituir as baterias, deixando-os livres para fazerem seus trabalhos.

A máquina é uma variante de uma tecnologia de produção comum utilizada para extrair polímeros. Sua habilidade de combinar três diferentes materiais em formas intrincadas, entretanto, depende de controles separados da temperatura de cada material, sendo que a limite é de 350º.

O equipamento pode processar outros materiais além de polímeros, o que deve ser a chave para criar os tecidos funcionais. Metais com ponto de derretimento baixo poderiam ser utilizados para fazer as fibras condutoras, por exemplo. Por enquanto, o que falta não são capacidades para a máquina, mas pesquisadores suficientes com idéias para utilizá-las.

Fonte: G1

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